Destino: Tiradentes

O dia das crianças está super perto! Por isso resolvemos fazer um post que valesse tanto para adultos quanto para elas, essas fofuras que nos cercam por toda parte.

Tiradentes é uma pequena jóia guardada do tempo em que o Brasil era apenas uma colônia. Mais uma cidadezinha para guardar na lista. Cheia de obras de arte, casario preservado e muitas histórias para contar.

Planeje-se! Antes de ir descubra a programação da cidade. Tiradentes abriga a anual Mostra de Cinema (e nessa época fica abarrotada de gente de todo o Brasil) e também apresentações musicais, visitas guiadas pelos monumentos, um concorrido teatro de bonecos para crianças e adultos que super vale a pena ver e muitas outras atrações.

 

Nossa pequena lista:

  1. Descansar o olhar… primeiro item para essa vida louca que andamos vivendo. Tiradentes oferece uma vista desanuviada. Aos pés da deslumbrante Serra de São José descortinam-se lindas e tranquilas ruas de paralelepípedo cheias de árvores e muitos pássaros,  com algumas charretes (para quem é de charrete), gente simples, comida mineira e do mundo todo, museus, boa conversa. Tudo para desestressar quem anda com a mente fervilhante.
  2. Faça um passeio de charrete ou a cavalo. E peça ao guia informações sobre tudo a sua volta. Você ficará surpreso com tantas descobertas, como o chafariz de São José que desde o século XVIII oferece água potável aos viajantes cansados.
  3. Ande a pé! O centro histórico é muito fácil de ser explorado pois é quase todo plano. Deixe o carro e o salto alto na pousada. Roupa despojada, mente despojada. A noite então, é um paraíso! Com aquelas luzes fraquinhas de outras eras, céu estrelado até não querer mais e o casario colonial… tudo aumenta o encanto.
  4. Dê uma paradinha no Largo das Forras para reabastecer suas energias. São vários bares, restaurantes, cantinhos, lojinhas, artesanato brotando em cada porta e calçada.
  5. Depois do descanso do almoço ou no final da tarde suba o pequeno morro da Capela de São Francisco de Paula que fica pertinho da rodoviária e aproveite para desfrutar da visão de toda a cidade emoldurada pela serra. No seu entorno também irá encontrar alguns restaurantes pequeninos e charmosos.
  6. Reserve um dia para conhecer Bichinho! A pequena vila tem tesouros para quem gosta de artesanato. Lá encontrei algo raro nos nossos dias. Ainda vive a arte de se fazer crochê em linha de costura. Algo de resultado parecido com um filó. Tão delicado que dá vontade de colocar em um quadro e ficar olhando e imaginando o tamanho do trabalho para fazer de tão fina a linha. Nas imediações do povoado também tem diversão para os pequenos. A Casa Torta inspirada em outras similares encontradas pelo mundo além de chamar a atenção pela arquitetura, tem brinquedos antigos à disposição nas mesas, atividades lúdicas para as crianças nos fundos onde também há um parquinho, fantasias para se vestir e deixar a imaginação solta, bom café e quitutes.  Quando estivemos lá no início de 2017 a garotada foi convidada pela proprietária a pintar o muro, criando desenhos, criando arte. Passeio muito gostoso e que vale a pena!!

Outras dicas

Bem, existem muitas pousadas. De todos os tipos, preços e gostos. Como nosso objetivo é agradar também as crianças e tornar o passeio divertido, que tal dormir em um trem? De verdade? Pode ser uma oportunidade única e existe uma pousada na cidade que oferece esse atrativo.

 

É a Pousada Trem do Imperador. Cada uma de suas suítes fica em um vagão adquirido em leilões de peças antigas.

Aliás, a pousada inteira é decorada com itens de antigas estações, marias-fumaça… tudo garimpado pelo dono.
Um luxo um pouco caro, mas levando em conta a alegria da garotada… vale se hospedar pelo menos uma vez na vida.

Por falar em trens, o que não dizer do passeio de Maria Fumaça entre São João Del Rey e Tiradentes? Volta no passado! A Maria Fumaça vai lentamente desvendando o caminho cheio de pastos e vegetação. Leva uns 40 minutos e é puro deleite para a criançada ver os funcionários da ferrovia girarem manualmente o trem quando ele chega ao seu destino. Adultos também curtem essa parte, posso garantir…rsrsrs. Compre com antecedência se puder, para evitar filas.

Malas prontas?? Tomara que sim!!

Já conhece Tiradentes-MG? Tem dicas sobre outros passeios na cidade? Deixe seu comentário abaixo.

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Destino: Paraty

Falando em cimento queimado, tema do último post, é inevitável lembrar do nosso passado arquitetônico e essa lembrança nos leva a Paraty – RJ. Cidade litorânea com belíssimas praias, visuais de tirar o fôlego, muita história e boa comida ela também é nossa dica de destino para você aproveitar o próximo feriado de outubro ou planejar a viagem de férias

 

E eis que Paraty nasceu lá no século XVI, quase irmã de Angra dos Reis, com casas de arquitetura colonial bem característica pois fazia parte do Caminho do Ouro uma via importantíssima pela qual se escoava o metal valioso para a capital do Brasil que a época era o Rio de Janeiro. Mas isso é uma outra história. Vamos ao que interessa!!

O que fazer em Paraty??

Bem, um mundo de possibilidades se abre a nossa frente! Nosso olhar explorador se deterá em algumas:

  1. Explorar a belíssima natureza em seu entorno! É Mata Atlântica e mar para quase todo lado. Por ser Patrimônio Histórico Nacional suas construções são baixas e o céu azul está garantido. Faça um passeio de barco, ande descalço na praia, observe os barquinhos, contemple, explore o Parque Nacional da Serra da Bocaína, a Vila de Trindade, o Parque Estadual da Serra do Mar… Desconecte-se do mundo e encontre-se consigo mesmo
  2. Ande no centro pelas ruazinhas estreitas cheias de histórias, de casas rústicas e piso de cimento queimado. O pé de moleque, piso de pedras construído no período colonial irá guiar seus passos. Prepare-se para ser surpreendido pelo mar. Ele visita as ruas acidentadas duas vezes ao dia. A noite a cidade fervilha e brotam lojinhas , bares, restaurantes, galerias de arte, artesãos, gente.
  3. Gosta de museu? Vá ao de Arte Sacra ou ao Museu Forte Defensor Perpétuo. A Igreja de Santa Rita traz fortíssimas lembranças de outras eras e foi até representada por Debret na sua aquarela da Baía de Paraty.
  4. De barco vá até o Saco do Mamanguá e conheça o único “fiorde brasileiro”, um braço de mar dentro da terra com 8 km de extensão e 2 km de largura. Leve snorkel e mascara de mergulho. Você não vai querer perder os milhares de peixinhos coloridos que nadam em suas águas, vai? Bem, cada um é um! Então, se não gosta de mergulho vá pra próxima dica.
  5. Visite Cunha que fica pertinho de Paraty. Lá tem um belo Lavandário, muitas lojas de artesanato principalmente peças em cerâmica que é tradição do lugar. A estrada não é tão bem conservada então evite fazer o passeio a noite ou em dias de chuva.
  6. Gosta de cachoeira e água doce? Vá conhecer as Cachoeiras do Tobogã e o Poço do Tarzan. Tem também o Poço das Andorinhas.
  7. Vai com crianças? Então agende uma visita ao Mini Estrada Real. Parque temático com réplicas e miniaturas de monumentos da Estrada Real. (www.miniestradareal.com)
  8. Ainda no roteiro kids, reserve seu lugar na platéia do Teatro de Bonecos. É um espaço pequeno porém vale a pena. Muitos de seus espetáculos foram premiados em vários países. Contato: (24) 3371-1575
  9. Seu lance é ficar confortavelmente instalado na praia comendo e bebendo tranquilamente? Praia de Jabaquara é uma boa opção. Tem vários quiosques bacanas. Meu preferido é o BalacoBacco que aparece na foto aí de baixo. Bem pé na areia! Um dos raros quiosques beira mar que aceitam cartões (bom conferir essa informação antes de ir para lá, tudo muda na vida).
  10. Cansou de praia? Repouse numa rede ou jogue-se num puff acolhedor. Na estrada Paraty-Cunha recomendo o Shambhala Lounge. Boa música para conversar ou descansar, ambiente descontraído e aconchegante, comida leve.

 

 

E…Divirta-se!! Boa viagem!!

 

Tem mais dicas? Conhece outros lugares legais em Paraty? Poste nos comentários. Sua participação é muito importante para nós!

 

CIMENTO QUEIMADO E O VERMELHÃO

Quem nasceu na década de 60 e 70 ainda lembra do trabalho que dava cuidar de um piso de “vermelhão” como era carinhosamente chamado o cimento queimado naquela época.

 

Além de uma memória afetiva, de casa de vó, casa de interior, do campo, esse elemento também remete a idéia de um material de baixo custo e passível de ser realizado na própria obra. Era quase como uma solução caseira.

Os tempos mudaram e o vermelhão piso baratinho de outros tempos, deu sua vez para o cimento queimado utilizado como uma solução contemporânea e inovadora da arquitetura e do design de interiores.

Deixou de ser vermelho e adotou suas cores originais o cinza, o concreto e seus subtons. Há ainda quem use o memorável pó xadrez para imprimir cor ao piso cimentado. Mas seja qual for a nuance escolhida, a aplicação atual de cimento em pisos passa pelas mãos de profissionais habilidosos. Além de fazer a massa à base de cimento e água, é importante saber como aplicar, qual o espaçamento das juntas e em que situações ele é adequado.

Afinal o piso tem vantagens e desvantagens. Entre elas a facilidade do aparecimento de trincas e craquelamento com o passar dos anos. Algo facilmente contornável com o surgimento dos novos cimentos tecnológicos que aliam a flexibilidade e a dureza de forma a evoluir para um piso monolítico e sem trincas, de baixa manutenção e excelente custo-benefício. E com essa inovação, o cimento literalmente  subiu pelas paredes sendo aplicado também em tetos e bancadas.

Mas isso já é assunto para outro post!

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CÆMENTU, uma história

Origem do Cimento

Dos primórdios aos dias atuais

 

Desempenadeira, pá, água e aquele pó fino. Pronto! Lá está um dos mais usados aglomerantes que conhecemos. Resistente e durável ele está presente em praticamente todas as nossas edificações. Mas desde quando?

Pedra, madeira e barro foram e ainda são utilizados nas técnicas construtivas. Os primeiros homens contudo observaram que das fogueiras pré históricas surgia um pó que misturado a água ficava realmente duro.

Civilizações antigas como a Egípcia usaram uma liga de gesso calcinado e outras como a Grega e a Romana misturaram solos vulcânicos a água para construir.

Dessas experiências surgiram os incríveis monumentos que conhecemos hoje como as pirâmides egípcias, Coliseu de Roma e o Panteão de Agrippa.

A fórmula romana era tão bem guardada que desapareceu junto com o Império Romano.

Foram os ingleses que no século XVIII desenvolveram novamente técnicas para produzir cimento. Franceses, alemães e outros povos também deram suas contribuições a história do cimento. Porém foi outro inglês, Joseph Aspdin, que em 1824 aperfeiçoou a tecnologia da produção do material surgindo assim o “Cimento Portland” patenteado com esse nome em homenagem as rochas da ilha britânica de mesmo nome.

O cimento utilizado atualmente nas nossas construções é um pouco diferente daquele. Mas teve sua origem ali e foi sendo aperfeiçoado através do tempo. O que nos permitiu construir mais e mais incríveis obras de arquitetura e engenharia! E esse material ficou tão versátil que atualmente é utilizado inclusive como acabamento. Mas essa é uma outra história!!

E aí, gostou dessas informações?

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Quer saber mais sobre a história do cimento? Links de referência:

www.abcp.org.br

www.portaldoconcreto.com.br/cimento

www.ecivilnet.com

www.forumdaconstrucao.com.br

Fotos créditos: 
Coliseu - Emerson Mauricio Souto 
Pirâmides - Danieli Pansam