Reforma, sim senhor!

Olá!! Você vê cada projeto incrível de arquitetura, mas essa não é sua prioridade no momento? Seu desejo atual é reformar a casa, trazer o novo, reciclar as idéias? Senta que esse post é seu.

Em geral o que mais incomoda são os ambientes de convívio. Tanto faz se é uma família, um casal ou mesmo quem mora sozinho e costuma receber os amigos. Então, sala de estar e cozinha serão nossos focos. Sobre lavabo temos um post quentinho aqui. Mas, as dicas que daremos também servem para ele.

Começaremos pela cozinha! Lugar por excelência em que os bons gourmets vão querer se reunir. Pode apostar, se você marcar um jantar com os amigos em casa, eles fatalmente irão entrar nesse espaço. Mesmo que uma porta o separe do restante do ambiente.

E como renovar azulejos antigos, revestimentos que não combinam mais com seu estilo de forma prática e menos indolor? Bem existem algumas possibilidades.

  1. Quebrar tudo e começar do zero. Vantagens: vai ficar do seu jeitinho, tudo novo e lindo como sonhou. Desvantagens: Gera um monte de entulho, não é muito amigável com o meio ambiente. Você provavelmente ficará alguns dias sem acesso a cozinha. Leve em conta o custo de demolir, preparar a parede para receber o novo revestimento, fazer a aplicação, finalizar com a limpeza. Além do revestimento em si, da argamassa e do rejunte.Screen Shot 2018-02-20 at 21.40.58.png
  2. Aplicar um porcelanato extra fino sobre o existente ou azulejo sobre azulejo. Vantagens: evita a quebradeira e é relativamente rápido. Desvantagens: no caso das paredes o que fazer com as caixas de luz, tomadas e interruptores? Eles vão ficar “afundados” no novo revestimento? Outro detalhe, porcelanato sobre porcelanato ou azulejo sobre azulejo precisam ser muito bem aplicados ou podem se soltar com facilidade. Mesmo tomando esse cuidado, a possibilidade de descolarem é maior do que a peça aplicada da forma tradicional (diretamente na parede ou piso preparado para tal).Screen Shot 2018-02-20 at 21.38.38
  3. Colar azulejos plásticos ou adesivos. Vantagens: no caso dos azulejos plásticos custo similar ao de um papel de parede. Ambos garantem rapidez na aplicação. Desvantagem: não tolera calor (fogão, forno) e a incidência de sol constante pode desbotar o produto.Screen Shot 2018-02-20 at 21.55.49.png
  4. Pintar. Vantagens: você evita a quebradeira e o resultado é relativamente rápido. Gasto menor que as demais opções. Desvantagens: a tinta pode amarelar, descascar, ficar com manchas. O resultado estético final pode não trazer a mudança que você imaginou. Recomendo testar numa área (de 1 x 1 m se possível) antes de pintar a parede toda. E, se optar por essa solução, ficar atento aos rejuntes. É necessário pintá-los também. A tinta mais indicada é a epóxi ou PU (pelo menos na base, consulte seu pintor).
  5. Revestir com cimento. Vantagem: os cimentos atuais tem um acabamento liso e homogêneo; a camada de produto é fina não alterando em nada a disposição de interruptores e caixas de luz; sua aplicação evita a quebradeira, entulhos e é rápida. Desvantagens: Se houver trinca estrutural na parede é necessário tratar antes de usar essa ou qualquer outra solução das citadas acima.  Dica: deve ser aplicada uma base especial para cerâmica antes de revestir com cimento. Por isso procure profissionais especializados.

Screen Shot 2018-02-20 at 15.55.37.png

 

img-20180125-wa00302085999176.jpg

Outras soluções passam por painéis de mdf laminados (só aplicáveis em áreas secas e longe do calor) e painéis metálicos (inox é uma boa saída). Essas soluções também podem ser mistas, combinando uma das alternativas (1 a 5) a um dos painéis.

O importante é que, quando tudo estiver pronto, você possa encher o peito de alegria e que esse sentimento seja duradouro. Afinal de contas na grande maioria dos casos você vai olhar para aquele cantinho TODOS os dias. Vale a pena investir!!

Linda semana para você!!

CIMENTO QUEIMADO E O VERMELHÃO

Quem nasceu na década de 60 e 70 ainda lembra do trabalho que dava cuidar de um piso de “vermelhão” como era carinhosamente chamado o cimento queimado naquela época.

 

Além de uma memória afetiva, de casa de vó, casa de interior, do campo, esse elemento também remete a idéia de um material de baixo custo e passível de ser realizado na própria obra. Era quase como uma solução caseira.

Os tempos mudaram e o vermelhão piso baratinho de outros tempos, deu sua vez para o cimento queimado utilizado como uma solução contemporânea e inovadora da arquitetura e do design de interiores.

Deixou de ser vermelho e adotou suas cores originais o cinza, o concreto e seus subtons. Há ainda quem use o memorável pó xadrez para imprimir cor ao piso cimentado. Mas seja qual for a nuance escolhida, a aplicação atual de cimento em pisos passa pelas mãos de profissionais habilidosos. Além de fazer a massa à base de cimento e água, é importante saber como aplicar, qual o espaçamento das juntas e em que situações ele é adequado.

Afinal o piso tem vantagens e desvantagens. Entre elas a facilidade do aparecimento de trincas e craquelamento com o passar dos anos. Algo facilmente contornável com o surgimento dos novos cimentos tecnológicos que aliam a flexibilidade e a dureza de forma a evoluir para um piso monolítico e sem trincas, de baixa manutenção e excelente custo-benefício. E com essa inovação, o cimento literalmente  subiu pelas paredes sendo aplicado também em tetos e bancadas.

Mas isso já é assunto para outro post!

Gostou? Deixe seu comentário!

Assine nossa newsletter!

CÆMENTU, uma história

Origem do Cimento

Dos primórdios aos dias atuais

 

Desempenadeira, pá, água e aquele pó fino. Pronto! Lá está um dos mais usados aglomerantes que conhecemos. Resistente e durável ele está presente em praticamente todas as nossas edificações. Mas desde quando?

Pedra, madeira e barro foram e ainda são utilizados nas técnicas construtivas. Os primeiros homens contudo observaram que das fogueiras pré históricas surgia um pó que misturado a água ficava realmente duro.

Civilizações antigas como a Egípcia usaram uma liga de gesso calcinado e outras como a Grega e a Romana misturaram solos vulcânicos a água para construir.

Dessas experiências surgiram os incríveis monumentos que conhecemos hoje como as pirâmides egípcias, Coliseu de Roma e o Panteão de Agrippa.

A fórmula romana era tão bem guardada que desapareceu junto com o Império Romano.

Foram os ingleses que no século XVIII desenvolveram novamente técnicas para produzir cimento. Franceses, alemães e outros povos também deram suas contribuições a história do cimento. Porém foi outro inglês, Joseph Aspdin, que em 1824 aperfeiçoou a tecnologia da produção do material surgindo assim o “Cimento Portland” patenteado com esse nome em homenagem as rochas da ilha britânica de mesmo nome.

O cimento utilizado atualmente nas nossas construções é um pouco diferente daquele. Mas teve sua origem ali e foi sendo aperfeiçoado através do tempo. O que nos permitiu construir mais e mais incríveis obras de arquitetura e engenharia! E esse material ficou tão versátil que atualmente é utilizado inclusive como acabamento. Mas essa é uma outra história!!

E aí, gostou dessas informações?

Deixe seu comentário!

Assine nossa newsletter aqui

Quer saber mais sobre a história do cimento? Links de referência:

www.abcp.org.br

www.portaldoconcreto.com.br/cimento

www.ecivilnet.com

www.forumdaconstrucao.com.br

Fotos créditos: 
Coliseu - Emerson Mauricio Souto 
Pirâmides - Danieli Pansam