Ares novos para a sala, dicas quentes

No nosso último post falamos sobre reforma da cozinha, lembra?

E combinamos de falar sobre a sala de estar.  Bem, hoje é hora de cumprir o prometido.

É necessário fazer aquela quebradeira para ter uma sala nova e interessante?

Não. Nem sempre. Tudo depende dos objetivos, dos móveis que ficarão, daquilo que vai embora, dos sonhos. Para adequar e harmonizar necessidades e desejos, como já foi dito aqui e aqui, é necessário fazer um estudo detalhado.  Antes de sair correndo e copiando tudo o que vê de referência por aí, pergunte-se: “O que realmente tem a ver comigo?” “O que é ‘a minha cara’?

Quase todos as pessoas que querem fazer uma reforma perguntam primeiro: “que cor devo usar” aqui ou ali? E, definitivamente, salvo raras exceções, essa é a última coisa com a qual devemos nos preocupar.

Por isso, algumas dicas para você:

  1. Analise com objetividade o que realmente quer que permaneça na sala. Aqueles itens que por questões afetivas ou por serem funcionais, precisam permanecer. Verifique o que está quebrado, rasgado, velho e que ainda aceita conserto. Encaminhe.
  2. Elimine coisas inúteis que você não se identifica, que tomam muito espaço, não combinam com você. Doe para amigos ou instituições. Além de abrir as portas para o novo, você pode ajudar a outros.
  3. Organize tudo o que for necessário porém vive espalhado pelo ambiente. Controles em geral (TV, ar condicionado, som), chaves, celulares, etc).
  4. Sala de estar e home theather são integrados? Livre-se da profusão de fios para todos os lados. Faça um painel, deixe os fios embutidos ou use canos aparentes se a seu estilo for mais moderno.
  5. Dê novos usos para objetos antigos. Como, por exemplo, aquela mala “velha” que você herdou da sua vó e que definitivamente não dá pra levar na viagem pra Indonésia que você programou para daqui um tempo. Vi essa solução na casa de uma amiga querida. A mala antiga virou mesa de centro com muito charme e glamour.
  6. A parede é sem graça? Você não sabe as maravilhas que um papel de parede bem aplicado pode fazer.
    Projeto de Interiores: Fabi Congio

     

     

    Antes – Projeto: Fabi Congio – em andamento
  7. Lance mão de truques visuais para ampliar o espaço como espelhos e tapetes ou cortinas com linhas verticais/horizontais. Tudo depende do efeito que se quer criar. 
  8. Vasos de flores e velas em bonitos castiçais (ou copinhos de vidro) costumam se dar bem nas salas. Que tal adotar a idéia? Mas não é obrigatório, viu? Duvide de tudo o que for apresentado como “obrigatório”. Inove. Um quadro DIY, um bastidor bordado, objetos pessoais com novos usos (lembre da história da mala) podem compor seu ambiente com delicadeza.

    tecnica invertida – palavra
  9. O espaço tá muito disputado? Quebre as paredes, mas para isso consulte antes um engenheiro e verifique se isso é possível. Quebrar uma parede estrutural ou  na qual passem conduítes e canos vai te custar caro e dar dor de cabeça. Não adianta confiar só no pedreiro. Nem sempre eles tem a formação necessária para garantir isso. 
  10. Contrate um profissional adequado e realize todas as alternativas anteriores com mais segurança. Se for quebrar consulte o engenheiro. Um designer de interiores fará maravilhas pela sua decoração, além de te ajudar a escolher revestimentos, elaborar a paginação de pisos e paredes, desenvolver o projeto luminotécnicas (nem falamos nisso, mas trata-se de indicar onde e como devem ser os pontos de luz) organizar, harmonizar os itens decorativos, validar suas idéias, te salvar de furadas. Quer construir? Contrate um arquiteto.

Tudo fica mais fácil quando estamos bem amparados, mas independente disso, confie sempre no seu feeling! Afinal, a casa é sua!!

 

 

 

Lavabo bem resolvido

“Lavabo é um depósito de água (por exemplo uma pia) para lavar as mãos”

Wikipédia

O menor cômodo da casa, em geral, é também um dos mais elaborados quando o assunto é decoração. Já percebeu isso? Para ele são selecionados os melhores materiais, as melhores louças, os metais mais bonitos, a toalha mais nova, flores e por aí vai. Não é sem sentido todo esse cuidado. O lavabo, assim como o hall de entrada, são os cartões de visita da casa por assim dizer. Queremos oferecer o melhor para quem chega! Receber com aconchego e carinho!

E quando compramos o imóvel dos sonhos, seja novo ou usado, é exatamente ali que podemos ousar. Um lavabo com personalidade encanta. Temos aqui um antes e depois que viaja justamente nessa idéia. Abaixo como foi entregue pela construtora. Sem piso, com a cuba padrão do empreendimento.

Antes

E nesta outra foto com o toque da designer. Piso e meia parede em porcelanato de grandes formatos. Filetes de metal especialmente confeccionados para o projeto. Espelhos na metade superior da parede para ampliar o espaço exíguo. Modelo de bacia super bacana da Deca.

Depois

Ousadia é o mote de outro lavabo incrível que a Kelly da Kfloreste Arquitetura e Interiores desenvolveu para uma residência em Jundiaí. Com metais em cobre e piso + paredes em cimento marmorizado, ele se destaca pelo minimalismo e personalidade. Nas palavras da arquiteta:

“O desejo da cliente desde o início foi usar uma cuba em cobre, por isso fiz essa composição em marmore branco para destacar a peça tão desejada e o cimento cinza escuro da Brasipiso veio completar o estilo contemporâneo que eu buscava para esse projeto! O resultado ficou mesmo muito bacana!”

Mais um projeto que leva cimento, nesse caso muito bem acompanhado por uma linda parede de madeira entalhada (ou seria um porcelanato que imita fielmente a madeira?):

Alguns detalhes a destacar, o suporte de ferro trabalhado vem direto das Minas Gerais. De Tiradentes, para ser mais precisa. A cestinha de latão virou porta papel. E o ralo é do tipo que pode até ficar aparente. Por ter um excelente acabamento, não faz feio.

E você? Tem um lindo lavabo para mostrar?

Manda pra gente?

Lindo final de sábado para você!

Assine nossa newsletter!

 

Ficha técnica:

Lavabos 1 e 3 – designer: Fabi Congio

Local:

1 –  BairroTatuapé – São Paulo – SP

3 – Itupeva – SP

Contato: fabicongio@gmail.com

Lavabo 2 – Arquiteta Kelly da Kfloreste

Local:

2. Jundiaí – SP

Contato: contato@kfloresteprojetos.com.br

Paris retrô ou moderna? Escolhas e a arte que existe por trás de um projeto

Parede descascada, reboco ou tijolos aparecendo, objetos desgastados pelo tempo… já viu isso em decoração? Há algum tempo atrás até causou polêmica. Uma atriz, qual era o nome mesmo… ah, Bruna Linzmeyer virou alvo das redes sociais por ter optado por uma composição digamos assim incomum. Um buraco na parede, uma poltrona rasgada, livros amontoados, lembra disso?
E na Casa Cor no mesmo ano, alguns meses depois, a parede no reboco e os objetos envelhecidos apareceram novamente. Era um ambiente conceitual, mas não deixou de gerar burburinho.
Então hoje, nosso blog convida a refletir sobre o assunto. Autoral e poético ou simplesmente falta de grana, bom gosto e afins? Qual versão faz sentido para você? Ou ambas fazem?

A Casa Cor São Paulo 2017 cuja premissa era “o essencial” expresso em 69 ambientes apresentou uma suíte conceitual que expressava a conexão com os elementos construtivos e com processo de criação que resultou no que foi apresentado aos visitantes.

foto oficial Casa Cor – fotógrafo Denilson Machado

Uma escada em concreto aparante sem nenhum tratamento além de resina é totalmente pertinente ao estilo estilo industrial de viver, capa de muitas revistas Arquitetura & Construção dos últimos tempos. Causa espanto até nos profissionais envolvidos em sua execução. E encanta outros.

Vigas aparentes vão pelo mesmo caminho. Super combinam com uma decoração contemporânea. São integradas à decor.

E o que dizer do estilo clássico? Caberia uma parede descascada  ou um móvel danificado? Em uma viagem a França em 2006 me encantei com um livro repletos de imagens belíssimas do estilo clássico e trouxe-o comigo. Quando o abri me deparei com uma estética que remonta a séculos e da qual nós que vivemos aqui do outro lado do oceano não conseguimos entender completamente. Cada puído do estofado, cada lasca da madeira conta histórias de outras épocas, faz parte do DNA do povo francês. Tome Notre Dame como exemplo. Ou o palácio de Versalhes. Históricos sim, porém mais que isso. Nesse cenário a escolha da atriz em manter uma poltrona desgastada pelo tempo faz muito mais sentido. Ou não faz? Cada um de nós formula suas respostas. Pela negação ou pela afirmação. E isso faz plenamente parte do processo de decorar, de planejar um ambiente.

 

Uma amiga íntima durante um tratamento odontológico recebeu da dentista uma correção de um pequeno quebradinho no dente da frente. Era quase imperceptível mas a dentista achou por bem tratá-lo. E qual não foi sua surpresa quando minha amiga pediu para voltar ao que era? Ela se olhara no espelho e não se reconhecera. Parecia que parte de si estava faltando. Aquela pequena imperfeição quase invisível fazia parte da sua história. Muitos diriam que é uma enorme besteira. Mas para minha amiga fazia todo sentido.

Assim acontece com a decoração. Mesmo que o mundo diga o contrário, se para você faz total sentido, até um trincadinho ou uma parede descascada podem permanecer.

São escolhas e cada um faz a sua.

Lindo dia para você!

Fique a vontade para comentar!!

 

Profissão: designer

Nossos últimos posts sobre Estilo e Funcionalidade, forneceram material para entendermos um pouco mais sobre decoração e sobre o trabalho dos designers.

E afinal, o que faz um designer de interiores? É o arquiteto ou o técnico em interiores que se especializou em definir layouts, compor ambientes, criar cenários, especificar materiais de acabamento, desenvolver projetos luminotécnicos, acompanhar a execução de reformas ou as últimas etapas do processo construtivo. Vai muito além de simplesmente decorar.

Traduzindo, ele é o cara ou a garota que você chama quando precisa definir que tipo de piso, acabamento de paredes e tetos, tipo de luminárias, móveis e afins melhor se adequam ao seu estilo, ao projeto da sua casa, as suas necessidades (função) e ao seu bolso. Sim porque sempre é possível com criatividade e bom gosto, compor um ambiente agradável independente dos recursos.

O designer de interiores cria algo valioso e único a partir das necessidades e sonhos dos clientes.

Vamos entender na prática o que significa isso. Olha só essa cozinha da foto aí de baixo.

Todos os elementos que você consegue visualizar foram escolhidos pela designer. Exceto as plantas lá de fora que fazem parte da reserva do condomínio.

O piso literalmente sobe pela bancada que parece brotar do chão, ambos em cimento tecnológico. Esse acabamento foi escolhido por vários motivos. Primeiro, abraçava o desejo e estilo dos proprietários. Mudanças planejadas os levaram da capital de São Paulo para o interior do estado. Um filho pequeno, a necessidade de viver mais próximo da natureza, simplificar, tirar o ruído e a poluição visual e sonora de cena foram os motivadores e guiaram também o projeto. Segundo, a facilidade na execução (obra sem entulhos) e na manutenção. Basta um pano úmido e detergente neutro para a limpeza do dia a dia. De tempos em tempos é bacana reaplicar a resina. E só. Terceiro, pelo fato de ser tecnológico sua durabilidade é bem maior do que um cimento comum. Veja nosso post sobre cimento queimado feito na obra e você vai entender.

A paginação de piso (desenho que esse piso terá) inclui o mosaico em ladrilho hidráulico para quebrar o cinza e trazer alegria e movimento. O mesmo acontece com os bricks que aparecem atrás da bancada. Seu tom laranja, sua textura e desenho “casam” perfeitamente com o forno a lenha e a churrasqueira que embora não estejam tão visíveis na foto se encontram embutidos nessa parede. É a beleza do barro presente nesse cantinho!

A cuba com profundidade maior do que as comuns e o cooktop completam a área gourmet.

As luminárias de sobrepor se tornaram necessárias pois foram instaladas diretamente na laje e seguem esse estilo mais contemporâneo, limpo e despojado que permeia todos os ambientes. Os pendentes foram executados pelo proprietário, um engenheiro elétrico, a partir de instruções da designer.

O belo projeto arquitetônico, nesse caso desenvolvido por outro profissional, contava com janelas e portas do tipo piso ao teto. Na visão do arquiteto as paredes seriam originalmente brancas. Porém, o trabalho do designer técnico modificou essa premissa. Todo o projeto de interiores foi pensado para valorizar o que havia lá fora. Assim o teto e as paredes passaram a ter acabamento parecido com o do piso e bancada. E essa escolha de acabamentos promoveu de quebra uma sensação de continuidade que compensou o pé direito extremamente baixo. Quem entra ali não tem a menor noção do tamanho real do ambiente. Esse trunfo da decoração é resultado do estudo aprofundado feito pelo designer.

Em suma, o trabalho de um designer de interiores envolve conhecimento técnico, pesquisas, constante atualização e principalmente muito estudo de cada ambiente, cada projeto, cada família, cada pessoa a qual atende.

Por mais que o Pinterest e outras ferramentas virtuais ajudem e inspirem, não abrangem todos os aspectos envolvidos no decorar. Percebe?

Está gostando dos posts? Quer seguir a gente?

Assine nossa newsletter!

Ficha técnica:

Arquiteto  – Frederico Zanelato

Designer de interiores – Fabi Congio

Engenheiro/Construtor – Carlos Henrique Poli

Cimento Tecnológico – cimento marmorizado e polimérico da Brasipiso

Cuba – De Bacco

Torneira monocomando – Docol

Porcelanato tipo ladrilho hidráulico – Coleção Lisboa Portinari

Luminárias – Ômega Light

Bricks – Portobello

 

Estilo

Você gosta de decoração? Sabe o que deixa um espaço harmonioso? Vamos explorar um pouco essa idéia?

Pensando na nossa foto principal, o modelo aí de cima. Qual é a sua primeira impressão sobre ele? É um espaço agradável para você? Gostaria de viver num lugar assim?

Suas respostas são só suas. Únicas! Elas constituem o que chamamos de estilo. Cada um tem o seu. Clássico, despojado, moderno, industrial, minimalista, extravagante… são vários os adjetivos possíveis. Encontrando o nosso estilo pessoal criar um ambiente personalizado é muito mais fácil.

Nessa foto temos a base que é o cimento queimado. Aliás, nesse caso o cimento tecnológico, um “primo” muito mais durável, uniforme, sem juntas. Ele permeia todo o ambiente prolongando-se pelo piso e subindo literalmente pelas paredes. Confere um ar de modernidade e de continuidade ao ambiente. Um truque excelente para ampliar os espaços pela unicidade dos materiais.

Para quebrar o cinza e deixar a cozinha viva, divertida, com a “cara do dono” apareceu por ali um pôster em tons de amarelo e verde com frases sugestivas.

Olha o charme desse espelho e do cabideiro logo abaixo? Delimitando com maestria a área destinada a bolsas, guarda chuva e afins logo à chegada. Dá até pra revisar o cabelo antes de sair!

A parede de tijolos a vista aquece o ambiente. Agrega trazendo uma textura mais trabalhada. Sobre a madeira da bancada e dos gabinetes podemos dizer o mesmo.

Esse mix de materiais (cimento, tijolo e madeira) tiram a monotonia, enriquecem e trazem aconchego quando combinados.

Equilibrar esses elementos todos temperando a decor é a base do trabalho de um designer de interiores.

Essa foto foi enviada para nós por um cliente super satisfeito com o cimento tecnológico produzido pela Brasipiso. Você já conhece esse produto? Sabe das suas qualidades? Posta um comentário aí pra gente!!

 

Artigo escrito por Fabi Congio, designer de interiores, analisando o ambiente decorado pelo cliente Brasipiso.

 

www.brasipisomoderno.com.br