Cidades e florestas são compatíveis?

Foi noticiado no segundo semestre de 2017 o projeto de uma cidade floresta na China. Fomos buscar um pouco mais de informações para vocês. Afinal de contas tem a ver com nosso futuro, o futuro de uma humanidade sustentável.

Liuzhou Forest City como está sendo chamado o complexo de hotéis, residências, hospitais e escolas irá abrigar cerca de 30.000 seres humanos, mais de 40.000 árvores e quase um milhão de plantas de 100 espécies diferentes. Uma linha de trem associada a carros igualmente elétricos irão conectar a cidade –  que contará com painéis de energia auto sustentável e geotérmica- ao restante do país. Todos os edifícios serão cobertos por plantas e árvores!! É surpreendente!!

A idéia vem a ser aposta para a solução de um problema monstruoso na China. A poluição é galopante no país e exige medidas rápidas e eficientes. Até 2020 os chineses planejam investir US$360 bilhões “para ampliar a participação das renováveis na sua matriz energética” (artigo: A transformação no setor elétrico da China – Revista Exame)

O conceito de floresta vertical foi testado com sucesso por seu criador no Bosco Verticale  em Milão na Itália e também em outro prédio na Suíça. Stefano Boeri tem experiência e ousadia suficientes para imprimir sua marca nesse e em outros projetos ao redor do mundo.

Bosco Verticale

Shijazhuang, uma das áreas mais poluídas do território chinês, prepara-se  para receber em 2020 o protótipo de uma cidade com 100.000 habitantes e verde para todos os lados. Menor gasto de energia, garantia de biodiversidade, temperatura amena e ar puro. Realmente um negócio da China!!

Forest City Shijiazhuang

Liuzhou, em números:

  • 10.000 toneladas de CO2 absorvidas por ano
  • 57 toneladas de poluentes absorvidos por ano
  • 900 toneladas de oxigênio produzidos por ano
  • 30.000 habitanes
  • 40.000 árvores (10.000 a mais do que o número de sua população fixa)
  • 1 milhão de plantas – mais de 100 espécies diferentes

Quando essa maravilha virá para o Brasil? Arquitetos do nosso grande país que tal elaborar algo semelhante levando em vista nossa realidade?

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*Imagens: site oficial Stefano Boeri Architets

 

Container, por quê não?

Para quem gosta de arquitetura e decoração as novidades nessa área sempre prendem nosso interesse. Tenho visto cada vez mais contêineres sendo incorporados a paisagem urbana. Em geral são estabelecimentos comerciais que ficam despojados e contemporâneos com a utilização desse material. Mas algumas casas também usam a alternativa que se diz sustentável. Será?

Bom para começar os contêineres atendem a um dos princípios básicos da sustentabilidade, são recicláveis. Utilizados por muitos anos no transporte naval, estão encontrando sua “aposentadoria” em terra firme transformados em casas, lojas, prédios e pasmem até piscinas!! São versáteis, fáceis de montar e por possibilitarem uma obra mais limpa estão se multiplicando pelas redondezas.

Depois de  atender ao transporte de cargas por aproximadamente 20 anos, os contêineres são comumente abandonados nos portos. Seu reuso na arquitetura é viabilizado por um processo de limpeza, funilaria e pintura. Depois ele é transportado para o local da instalação e ali são instalados revestimentos e acabamentos.

“Laudos de habitabilidade e de descontaminação contra agentes químicos, biológicos e radiativos são documentos que certificam a segurança do container como estrutura da construção.” Portal AECweb

Se houver necessidade de mudança, bastam alguns ajustes, um guindaste e um caminhão. Em pouco tempo ele estará “habitável” novamente.

Mas, para que realmente atenda ao conceito de sustentável é necessário um projeto que avalie a ventilação e incidência solar visando ao conforto térmico. Torna-se então possível reduzir o uso de ar-condicionado. Para reutilizar um container podem ser contemplados, além de telhado verde:

 

  • Paredes e forros em drywall contribuirão para menor quantidade de entulho na obra, uso de materiais recicláveis, e melhor desempenho termoacústico.
  • Uso de lã de PET, isolante térmico feito à base de garrafas PET, da Trisoft, que recebeu o prêmio “Planeta Casa 2010” na categoria materiais de construção.
  • Sistema misto de aquecimento solar, de tubo de vidro a vácuo + sistema elétrico de compensação, que monitora a temperatura da água e quando necessário utiliza energia elétrica.
  • Uso de salamandra para aquecimento do pavimento inferior com aproveitamento do duto da chaminé para aquecer o dormitório superior.
  • Pintura ecológica: tintas à base de água, sem cheiro,com baixa taxa de COV- Compostos Orgânicos Voláteis.      Portal Met@lica – Construção Civil

 

Em termos de custo, também é uma solução bastante viável. Então, para concluir, algumas fotos de contêineres no interior do estado de São Paulo. E outras de projetos conceituais fora do Brasil. Aprecie a vista!!!

 

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Café com História em Itatiba – SP Foto: Fabi Congio

 

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Café Container – Campinas – SP

 

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Whitaker Studio – Uma casa no deserto Fonte: Arch Daily Brasil

 

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Piscina container da Modpool Fonte: Arch Daily Brasil

 

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Container City I e II – localizada no Trinity Buoy Wharf – Londres Fonte: Minha Casa Container

 

Tá achando uma alternativa bacana? Quer saber mais?

 

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